Visite a Basílica Velha (Igreja Matriz), construída pelo Padre José Alves Vilela, em 1745, passou por duas reformas, a primeira entre 1760 e 1780, quando recebeu nova fachada com duas torres, e a segunda entre 1824 e 1834. Passados dez anos da última reforma, uma das torres não oferecia segurança. A mesa administrativa, que cuidava dos bens da Capela, pediu em julho de 1844, ao mestre pedreiro José Mello Costa que verificasse seu estado. Constatado o perigo, a Mesa decidiu, na seção de 26 de setembro deste mesmo ano, demolir a torre e construir outra, para o que foi autorizado pelo Juiz Provedor. Os trabalhos foram iniciados em novembro com a ativação da pedreira Cachoeira, situada no caminho que demandava a Cunha. O transporte das pedras foi iniciado em janeiro de 1845, pelo Padre Antônio Francisco de Oliveira, que possuía carros de bois e escravos para esse serviço. Como era difícil para os carros subirem a "Rua da Calçada", atual Rua Monte Carmelo, a Mesa decidiu, em fevereiro do mesmo ano, abrir outro caminho por trás do morro da Capela, para facilitar o transporte. De início pensava-se em demolir a torre que oferecia perigo, mas depois se decidiu pela demolição das duas torres e, posteriormente, a construção de uma nova fachada e de duas novas torres. A mudança nos planos ocorreu porque havia desejo de se construir uma igreja mais bela e mais condigna para abrigar a imagem da Senhora Aparecida. A riqueza que o ciclo do café estava trazendo ao Vale do Paraíba fazia aumentar o fluxo de peregrinos. De estilo Barroco, foi tombada como monumento de interesse histórico-religioso e arquitetônico, pela resolução n° II de 18 de abril de 1982. O som de seus carrilhões emociona devotos e turistas sempre as 12 e 18 horas. O altar-mor e o retábulo foram esculpidos em mármore de Carrara, na Itália. As figuras, também em mármore que encimam o altar, representam as virtudes. Os púlpitos e as talhas ornamentadas foram esculpidos em bom cedro da Bahia, encomendados por Frei Monte Carmelo, bem como as seis imagens que se acham nos nichos da nave central. O som de seus carrilhões emociona devotos e turistas sempre às 12 e 18 horas. Milagres no teto Na cornija do teto da Basílica Velha, estão gravados em telas pelo pintor alemão residente no Rio de Janeiro, Thomas Drindl, seis milagres: a pesca milagrosa, o milagre do escravo e da vela, da menina cega, do caçador agredido por uma grande onça, o menino salvo das águas do rio. É, entretanto, infinito e incontável o número de graças ou milagres alcançados de Deus por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, como consta na Sala dos Milagres. O maior de todos, porém, é o da conversão pessoal para Cristo, que é o resultado da mensagem da jubilosa esperança de salvação em Cristo que os peregrinos encontram neste Santuário por intercessão de Nossa Senhora. |

